Profissionais de saúde de SP e PR se reúnem para atualização em AVC agudo

Iniciativa de educação médica capacita profissionais de Jundiaí e do Paraná sobre diagnóstico, conduta de emergência e as novas diretrizes internacionais no acidente vascular cerebral.
O programa Referência Hospitalar promoveu, no dia 8 de julho, mais uma atividade de educação médica voltada a profissionais de saúde, desta vez com foco na abordagem aguda do acidente vascular cerebral (AVC). A aula, realizada em formato online, reuniu dezenas de participantes entre médicos e integrantes de equipes multidisciplinares do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, em Jundiaí (SP), e de instituições de saúde do Paraná.
A condução ficou a cargo do neurologista e neurorradiologista intervencionista Diógenes Guimarães Zãn, especialista em doenças cerebrovasculares e CEO do IMCELER. O tema atravessa a rotina de praticamente todas as emergências do país: o AVC está entre as condições mais frequentes e de maior impacto no pronto atendimento, e o desfecho do paciente depende diretamente da rapidez e da precisão das primeiras condutas.
Diagnóstico e tempo no centro da abordagem
A aula enfatizou a relevância do diagnóstico correto e ágil na fase aguda. No AVC, a distinção entre os subtipos isquêmico e hemorrágico orienta condutas opostas, e o reconhecimento rápido dos sinais, associado à realização da neuroimagem, é determinante para a decisão terapêutica.
O conteúdo reforçou a lógica de que, no AVC, cada minuto é significativo: quanto mais rápido o atendimento adequado, maior a chance de o paciente preservar suas funções. Por isso, a padronização das condutas de emergência e o preparo das equipes multidisciplinares foram tratados como elementos centrais da qualidade assistencial.
As atualizações do guideline da American Heart Association
Um dos destaques foi a apresentação das atualizações do guideline de 2026 da American Heart Association/American Stroke Association (AHA/ASA) para o manejo precoce do AVC isquêmico agudo, publicado no periódico Stroke, que substitui a diretriz de 2018 e a atualização de 2019.
Entre as mudanças de maior impacto está a consolidação da tenecteplase como opção de trombólise intravenosa com recomendação de nível 1 de evidência (Classe 1, Nível A) para pacientes elegíveis dentro da janela de até 4,5 horas — ao lado da alteplase. A diretriz observa vantagens práticas do medicamento, aplicado em bolus único, sem a infusão prolongada exigida pelo agente anterior, o que simplifica o fluxo assistencial e facilita transferências entre serviços.
Educação médica como base da qualidade em emergência
Ao longo da atividade, os participantes demonstraram interesse e engajamento, refletindo a busca das equipes por atualização em um tema recorrente nas emergências. A capacitação continuada de médicos e equipes multidisciplinares é hoje um dos pilares para reduzir a variabilidade das condutas e qualificar o atendimento ao paciente com AVC.
Iniciativas como o programa Referência Hospitalar, ao aproximar as equipes assistenciais das melhores evidências disponíveis, contribuem para que hospitais de diferentes portes e regiões incorporem à prática as recomendações mais atuais no cuidado ao AVC.
Profissionais e gestores de saúde interessados em capacitação e nos modelos de suporte especializado ao AVC podem acessar imceler.com.br.

