Hospital de Viamão eleva taxa de trombólise em 57% com o TeleAVC do IMCELER

Dados oficiais do DataSUS mostram que o Hospital de Viamão (RS) elevou sua taxa de trombólise no AVC de 8,2% para 12,9% após a estruturação de sua linha de cuidado com o TeleAVC, serviço de telemedicina em neurologia do IMCELER. O avanço de 4,7 pontos percentuais — crescimento relativo de 57% — foi acompanhado de um aumento de 10,5% no volume mensal de casos de AVC atendidos, comparando o período até julho de 2025 com o cenário atual.
O que dizem os dados oficiais do DataSUS
O desempenho do Hospital de Viamão não se apoia em números autodeclarados: está registrado nas bases públicas do DataSUS. Na comparação entre o período até julho de 2025 e o momento atual, a taxa de trombólise passou de 8,2% (55 procedimentos em 668 casos registrados) para 12,9% (53 em 410 casos) — um salto de 4,7 pontos percentuais, equivalente a um crescimento relativo de 57%.
A taxa de trombólise é um dos indicadores mais sensíveis da qualidade de uma linha de cuidado de AVC, pois mede a proporção de pacientes elegíveis que efetivamente recebem a terapia de reperfusão dentro da janela terapêutica. Por ser uma proporção, é comparável entre períodos de duração diferente, o que reforça a solidez do avanço.
No mesmo comparativo, o volume mensal de casos de AVC atendidos cresceu 10,5%, de 37,1 para 41,0 casos por mês — indicador normalizado por mês justamente porque as janelas de observação têm extensões distintas. O crescimento sinaliza maior capacidade de reconhecimento e captação dos eventos.
TeleAVC: suporte neurológico 24/7 para a decisão de trombólise
O eixo assistencial da parceria é o TeleAVC, primeiro serviço comercial de suporte neurológico ao AVC 24/7 do Brasil. O modelo disponibiliza canal 0800 dedicado, avaliação remota das tomografias e suporte em tempo real ao médico emergencista para a decisão de trombólise, com neurologistas de plantão disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana.
Esse suporte permite que o hospital tome decisões complexas dentro da janela terapêutica, mesmo sem a presença física permanente de um neurologista na unidade — mecanismo que ajuda a explicar o crescimento da taxa de trombólise registrado pelo DataSUS.
Trombólise como indicador de qualidade da linha de cuidado
Elevar a taxa de trombólise significa que mais pacientes com AVC isquêmico agudo passaram a receber, no tempo certo, a terapia de reperfusão considerada de referência dentro da janela terapêutica. Em âmbito nacional, o TeleAVC acumula resultados clínicos publicados internacionalmente, com redução da mediana do NIHSS de 9 para 1 após a trombólise.
O ganho observado em Viamão está associado à combinação de suporte especializado contínuo, padronização de condutas e agilidade no acionamento do protocolo — fatores que contribuem para reduzir a variabilidade assistencial.
Atendimento presencial e ambulatório de neurologia
Além do suporte emergencial remoto, o Hospital de Viamão conta com ambulatório de neurologia de segunda a sexta-feira, absorvendo a demanda ambulatorial do serviço e garantindo continuidade do cuidado após a fase aguda.
Educação continuada e fortalecimento das equipes
A sustentabilidade dos indicadores depende de equipes preparadas. Por isso, a atuação do IMCELER integra a educação continuada como pilar permanente, capacitando as equipes multiprofissionais para o reconhecimento precoce dos sinais, a padronização de condutas e a agilidade no acionamento do protocolo.
Gestão baseada em valor: indicadores que se sustentam
A leitura dos dados do DataSUS só ganha sentido dentro da lógica que orienta o modelo do IMCELER: a gestão baseada em valor (VBHC), com acompanhamento contínuo de indicadores e métricas de desfecho. Mais do que atender pacientes, o instituto estrutura a linha de cuidado de forma que cada etapa seja monitorada, comparável e auditável.
Um modelo replicável de alta complexidade
O caso do Hospital de Viamão ilustra como a integração entre assistência especializada, gestão por indicadores e educação continuada permite que hospitais de referência regional entreguem resultados que aparecem, inclusive, nos registros oficiais de saúde. É esse modelo que o IMCELER leva hoje a hospitais públicos e privados em seis estados, sempre orientado por uma premissa simples: reconhecer os sinais e agir rápido salva vidas.
Conheça o modelo de atuação do IMCELER e descubra como ele pode se integrar à realidade do seu hospital.

