Masterclass do IMCELER reúne gestores do RS para debater o case Cidade Angels, de Pelotas

Encontro com o diretor-geral do HU São Francisco de Paula aprofundou o debate sobre gestão hospitalar e a linha de cuidado AVC que levou Pelotas ao reconhecimento internacional Angels.
No dia 10 de julho, o IMCELER Masterclass reuniu cerca de 30 gestores hospitalares de diferentes regiões do Rio Grande do Sul em torno de um tema central para quem administra serviços de saúde de referência: como estruturar uma linha de cuidado que gere resultado clínico consistente e reconhecimento institucional. O convidado da edição foi o Dr. Cayo Lopes, diretor-geral do Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), de Pelotas, que apresentou o percurso da cidade até a conquista do status de Cidade Angels — distinção concedida pela Angels Initiative, iniciativa endossada pela World Stroke Organization (WSO).
Um case que conecta gestão, desfecho clínico e reconhecimento internacional
A escolha do tema não foi casual. Pelotas tornou-se referência ao estruturar, de forma integrada, o atendimento ao acidente vascular cerebral em toda a sua cadeia — do reconhecimento dos sintomas na comunidade à resposta hospitalar qualificada. No centro desse arranjo está o HUSFP, único hospital do Rio Grande do Sul a alcançar o Diamond Status da Angels Initiative, o nível mais alto de reconhecimento do programa para a qualidade no cuidado ao AVC.
Para o público de diretores técnicos e gestores presentes, o case oferecia algo raro: um exemplo brasileiro, próximo e replicável, de como indicadores bem definidos e protocolos padronizados se traduzem em melhores desfechos e em visibilidade institucional. Mais do que uma conquista pontual, o reconhecimento de Pelotas ilustra o que ocorre quando hospital, corpo clínico e comunidade passam a operar sob uma mesma lógica de linha de cuidado.
O papel da parceria entre o HUSFP e o IMCELER
A apresentação do Dr. Cayo Lopes reforçou a parceria entre o hospital pelotense e o IMCELER, construída a partir da estruturação da linha de cuidado AVC iniciada em setembro de 2024. Foi nesse contexto que o HUSFP se tornou o primeiro hospital do Brasil a operar o TeleAVC® do IMCELER, com suporte neurológico remoto 24/7 para apoio à decisão terapêutica na emergência.
O modelo articula as três frentes que caracterizam a atuação do instituto: a assistência especializada, com suporte remoto contínuo ao emergencista; a gestão baseada em valor, com acompanhamento de indicadores e protocolos de desfecho; e a educação continuada, voltada à capacitação permanente das equipes multiprofissionais. Segundo o gestor pelotense, foi justamente a combinação dessas frentes — e não uma iniciativa isolada — que sustentou os resultados alcançados pela cidade e pela comunidade de Pelotas.
Um debate de gestão que se estendeu por cerca de uma hora
O que distinguiu esta edição do Masterclass, no entanto, foi o desdobramento após a palestra. O debate sobre gestão hospitalar estendeu-se por cerca de uma hora, com participação ativa de gestores vindos de diferentes pontos do estado. As trocas percorreram desde os desafios de implantação de protocolos em hospitais de médio porte até a sustentação de indicadores ao longo do tempo e o engajamento das equipes assistenciais.
Esse formato — apresentação de um case concreto seguida de discussão aberta entre pares — está no cerne da proposta do IMCELER Masterclass. Em vez de transmitir conteúdo de forma unidirecional, o encontro coloca gestores diante de um problema real já resolvido e abre espaço para que cada instituição avalie como adaptar aquela lógica à sua própria realidade.
Educação continuada como vetor de disseminação de boas práticas
A iniciativa integra a frente de educação continuada do IMCELER, que compreende também o IMCELER Academy e outras ações de capacitação multiprofissional. A premissa é que a excelência assistencial não se replica apenas pela tecnologia, mas pela formação de equipes capazes de operar protocolos com consistência e de ler indicadores como instrumento de decisão.
Ao trazer um case regional bem-sucedido para o centro do debate, o Masterclass cumpre um duplo papel: reconhece o trabalho de instituições que estruturaram linhas de cuidado de referência e oferece a outros gestores um caminho concreto de aprendizado. A presença de participantes de todo o Rio Grande do Sul sinaliza um interesse crescente por modelos de gestão que unam desfecho clínico, eficiência operacional e credibilidade institucional.
Uma agenda que aponta para a expansão de modelos replicáveis
O encontro do dia 10 reforça uma tendência que o IMCELER vem consolidando: a de que casos como o de Pelotas deixem de ser exceções e passem a servir de referência para redes assistenciais em outras cidades e estados. A conquista da Cidade Angels demonstra que resultados de alta complexidade estão ao alcance de hospitais públicos e de referência regional quando amparados por assistência especializada, gestão por indicadores e formação contínua.
Para o setor, a mensagem que emergiu do debate é clara: reduzir a variabilidade no cuidado e sustentar bons desfechos depende menos de recursos isolados e mais da capacidade de integrar tecnologia, protocolo e pessoas em uma linha de cuidado coerente — exatamente o modelo que aproximou o IMCELER de hospitais como o São Francisco de Paula.
Hospitais interessados em conhecer o modelo de atuação do IMCELER e a construção de linhas de cuidado com suporte especializado podem acessar imceler.com.br ou entrar em contato com a equipe do instituto.

