Visita técnica ao Hospital São Carlos debate cuidados paliativos e estrutura para o AVC

1 de novembro de 2026
Visita-tecnica-ao-Hospital-Sao-Carlos-debate-cuidados-paliativos-e-estrutura-para-o-AVC.jpg

Depois da cerimônia que marcou a certificação Ouro do Angels Awards, em 29 de outubro de 2026, o Hospital Beneficente São Carlos, em Farroupilha (RS), recebeu uma visita técnica do IMCELER. Acompanhados pela superintendente Janete Toigo, pelo neurologista Fabrício Kleber, responsável pelo Centro de AVC, e por lideranças assistenciais, o neurologista Diógenes Zãn, CEO do instituto, e a enfermeira Sâmia Faria, líder de Serviços, percorreram setores ligados à linha de cuidado do AVC e discutiram a estruturação de cuidados paliativos no hospital.

Hospital filantrópico com papel regional na Serra Gaúcha

O Hospital São Carlos é uma instituição filantrópica com 160 leitos, dos quais 108 destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Governo do Rio Grande do Sul. É referência em alta complexidade em traumato-ortopedia para 34 municípios da região e, no atendimento ao AVC, para 12 municípios da Serra Gaúcha. O Estado anunciou R$ 4,018 milhões para a aquisição de um sistema de hemodinâmica no hospital, voltado a procedimentos minimamente invasivos nas áreas cardiovascular e neurológica.

Da emergência à UTI: a estrutura percorrida

O roteiro incluiu a emergência, o serviço de imagem, as unidades de terapia intensiva, o centro cirúrgico e a maternidade. Na UTI, a superintendente apresentou os leitos individualizados com fechamento em vidro e pressão negativa, adaptação realizada durante a pandemia de covid-19. Janete também destacou a evolução da engenharia clínica: segundo ela, o setor passou a controlar mais de mil equipamentos, ante cerca de 160 há aproximadamente uma década.

Com a equipe do Centro de AVC, a conversa tratou da organização do fluxo do paciente entre emergência, tomografia e UTI, dos caminhos de habilitação junto ao Estado e ao Ministério da Saúde e da importância de registrar sistematicamente as solicitações de transferência para trombectomia mecânica — prática que ajuda a dimensionar a demanda regional e a sustentar pleitos junto à rede. Diógenes, que é neurorradiologista intervencionista, comentou o potencial que a futura hemodinâmica representa para a linha de cuidado na Serra.

Cuidados paliativos como correção de uma desproporcionalidade

A segunda parte da visita foi dedicada aos cuidados paliativos. Diógenes apresentou o tema como a correção de uma desproporcionalidade entre o que o paciente precisa e deseja e o que lhe é oferecido. A palavra paliativo, lembrou, vem do latim pallium, manto — a ideia de proteger o paciente de intervenções que não trarão benefício, em linha com o princípio hipocrático de primeiro não causar dano.

O contexto brasileiro reforça a urgência do tema. No estudo “Cross Country Comparison of Expert Assessments of the Quality of Death and Dying 2021”, publicado no Journal of Pain and Symptom Management em 2022, o Brasil ficou na 79ª posição entre 81 países avaliados. A pesquisa se baseia na avaliação de especialistas de cada país — em geral, poucos por nação —, o que limita comparações finas, mas o resultado é consistente com outros indicadores internacionais.

Na conversa, a equipe do IMCELER descreveu, em linhas gerais, o método que o instituto utiliza para implantar programas de cuidados paliativos: mapeamento da jornada do paciente setor a setor, formação de uma equipe local de referência, construção de protocolo institucional, capacitações voltadas à mudança de cultura e acompanhamento mensal de indicadores. A triagem paliativa, feita pela enfermagem já na admissão, é o ponto de partida. O programa é coordenado pelo médico intensivista Rodrigo Kappel Castilho, ex-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), com participação de Sâmia Faria, enfermeira com formação em cuidados paliativos.

Uma visita no dia da conquista

A visita aconteceu no mesmo dia em que o hospital celebrou a certificação Ouro do Centro de AVC e em que Diógenes ministrou, a convite da superintendência, palestra sobre linhas de cuidado às equipes e aos municípios da região. Para um hospital que já mede e reporta seus indicadores de AVC, a discussão sobre cuidados paliativos parte de uma base comum: método, dados e equipe.

Visita técnica ao Hospital São Carlos debate cuidados paliativos e estrutura para o AVC
Visita técnica ao Hospital São Carlos debate cuidados paliativos e estrutura para o AVC

Hospitais interessados em conhecer o modelo IMCELER podem acessar imceler.com.br/contato.

FAQ

O que são cuidados paliativos hospitalares?

São uma abordagem voltada ao alívio de sintomas, à boa comunicação e ao respeito aos valores do paciente, aplicada a quem tem doença grave — não apenas no fim de vida. No hospital, ajudam a evitar intervenções que não trazem benefício ao paciente.

Quando a abordagem paliativa deve começar no hospital?

O mais cedo possível. Por isso, modelos de implantação priorizam a triagem paliativa pela enfermagem já na admissão, para que a equipe assistencial seja acionada antes de decisões difíceis em situação de urgência.

Quem compõe uma equipe de referência em cuidados paliativos?

Em geral, médico, enfermeiro, psicólogo, assistente social e apoio espiritual. A equipe não substitui o corpo clínico: dá suporte para que todos os profissionais apliquem o protocolo.

O que é uma visita técnica do IMCELER?

É um encontro presencial com a gestão do hospital para conhecer a estrutura, os fluxos e as demandas assistenciais e apresentar o modelo de atuação do instituto em linhas de cuidado.


IMCELER

Construindo futuros em saúde.




IMCELER

Construindo futuros em saúde.




Soluções integradas para aprimorar a assistência hospitalar com excelência, segurança e qualidade, em hospitais de todo o Brasil.


Diretor técnico:
Dr. Diógenes Guimarães Zãn
CRM-RS 41.685
RQE RS 34.942 – neurologista
RQE-RS NRI 39.490 – neurorradiologista


4.413
Vidas impactadas pelo TeleAVC®
Última atualização: 30/10/2026 –
Saiba mais! 💙

Soluções integradas para aprimorar a assistência hospitalar com excelência, segurança e qualidade, em hospitais de todo o Brasil.


Diretor técnico:
Dr. Diógenes Guimarães Zãn
CRM-RS 41.685
RQE RS 34.942 – neurologista
RQE-RS NRI 39.490 – neurorradiologista



4.413
Vidas impactadas pelo TeleAVC®
Última atualização: 30/10/2026 –
Saiba mais! 💙



Site feito com 🤍 por MC Marketing