Gestão em saúde: fundador do IMCELER conclui formação de administração empresarial em São Paulo

O neurologista Diógenes Guimarães Zãn, fundador e CEO do IMCELER, participou do Scale Meeting, imersão presencial da G4 Educação que encerra um ano de formação em gestão empresarial de alta performance. O objetivo, segundo ele, é prático: preparar a liderança do instituto para acompanhar, com processos, equipe e indicadores à altura, um crescimento acelerado em um setor no qual a qualidade da entrega define o desfecho do paciente.
Um ano de formação para sustentar o crescimento
O Scale Meeting é o encontro presencial do programa G4 Scale, destinado a sócios, fundadores e executivos de empresas em expansão. Ao longo de um ano, os participantes vivenciam imersões bimestrais de dois dias, que integram conteúdos teóricos e práticos, mentorias em grupo e conselhos consultivos. A proposta é promover a troca de experiências, o compartilhamento de conhecimentos e a discussão de desafios reais de gestão, conectando empresários e especialistas em um ambiente de aprendizado colaborativo e desenvolvimento estratégico.
Para Diógenes, a última imersão respondeu a uma necessidade da própria organização. O IMCELER, instituto multiprofissional brasileiro de telemedicina de alta complexidade, gestão de linhas de cuidado e educação continuada, foi fundado em agosto de 2024 e atua em hospitais privados e filantrópicos. Crescer nesse ritmo exige, na avaliação do fundador, reorganizar processos, formar lideranças e acompanhar resultados com método, e não apenas com esforço individual.

Executivos de grandes operações nas edições do Scale Meeting
O programa reúne, em seus encontros, executivos com trajetória em grandes operações. Entre os palestrantes que passaram pelo Scale Meeting está Rogério Frota Melzi, engenheiro mecânico com mestrado em Administração, ex-presidente da Estácio Participações, conselheiro independente da Cyrela e com passagem pela liderança do Hospital Care, experiência que o aproxima do universo da saúde.
Também integram o time de palestrantes Bernardo Carneiro, que atuou como sócio-diretor da Stone, empresa de meios de pagamento que abriu capital na Nasdaq em outubro de 2018, e Paula Pimenta, ex-diretora-geral da The Body Shop Brasil, com trajetória anterior em Unilever, Cargill, Danone e Natura.
Os temas tratados nas edições acompanhadas por Diógenes incluem cultura organizacional, liderança, gestão de processos e marketing conduzido pelo fundador. Todos dialogam com os desafios de uma instituição de saúde em expansão: cultura sustenta a consistência da assistência quando a equipe cresce, a gestão por processos contribui para reduzir variabilidade, e a liderança visível orienta prioridades.
Por que eficiência é questão de sustentabilidade na saúde brasileira
Segundo a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), em dados citados pelo Conjur em 7 de outubro de 2026, o país tem 1.854 estabelecimentos filantrópicos de saúde, que em cerca de 900 municípios são a única estrutura hospitalar disponível. A entidade estima déficit anual de R$ 20 bilhões, atribuído à defasagem da Tabela SUS, que, segundo a confederação, paga entre 40% e 60% do custo real dos procedimentos. São números da entidade representativa do setor, não de levantamento independente.
Nesse cenário, desperdício tem custo assistencial. Fluxos mal desenhados, retrabalho e variação injustificada de conduta consomem recursos que poderiam financiar o que o paciente efetivamente precisa. Quando o orçamento é estreito, eficiência deixa de ser diferencial de gestão e passa a condição de sustentabilidade.
Medicina baseada em valor: resultado para cada unidade de custo
O economista Michael Porter, da Harvard Business School, propôs em artigo no New England Journal of Medicine, em 2010, que o valor em saúde seja medido pelos resultados obtidos para o paciente em relação ao custo de alcançá-los. A lógica funciona nos dois sentidos: cortar custo sem medir resultado não gera valor, e ampliar resultado sem olhar custo não se sustenta ao longo do tempo. Para operar, o conceito exige processo definido e indicador acompanhado.
O IMCELER estrutura a gestão de linhas de cuidado baseada em valor em hospitais por meio do EVaaS (Escritório de Valor as a Service), com protocolos, indicadores e métricas de desfecho.

Liderança visível e compromisso com a entrega
Em organizações em crescimento, o fundador define o padrão que a equipe replica. Quem estuda, aplica e compartilha o que aprende comunica que método e disciplina valem tanto quanto a competência técnica. É essa a leitura que orienta a formação de Diógenes: crescer com a liderança presente e preparada.
Na saúde, o compromisso é maior porque a falha de processo não se traduz apenas em perda de margem, mas em risco assistencial. Os maiores beneficiados por uma gestão mais rigorosa são os pacientes. A formação não substitui o trabalho cotidiano nos hospitais, mas organiza a forma de fazê-lo: com prioridades claras, metas acompanhadas e equipes preparadas.
Conheça o modelo de atuação do IMCELER e descubra como ele pode se integrar à realidade do seu hospital.
FAQ
O que é o Scale Meeting da G4 Educação?
É o encontro presencial do programa G4 Scale, de dois dias, com conteúdo teórico e prático, mentorias em grupo e conselhos consultivos para sócios, fundadores e executivos de empresas em expansão.
O que é medicina baseada em valor?
É a abordagem, descrita por Michael Porter em 2010, que mede o valor em saúde pelos resultados obtidos para o paciente em relação ao custo de alcançá-los. Exige protocolos definidos e indicadores de desfecho acompanhados de forma contínua.
Por que a gestão de processos importa para hospitais filantrópicos?
Segundo a CMB, o déficit anual do setor filantrópico é estimado em R$ 20 bilhões, por causa da defasagem da Tabela SUS. Com margem estreita, reduzir retrabalho e variabilidade ajuda a direcionar o recurso disponível para a assistência.
O que é o EVaaS do IMCELER?
O EVaaS (Escritório de Valor as a Service) é o modelo pelo qual o IMCELER opera a gestão baseada em valor em hospitais parceiros, com protocolos, indicadores e métricas de desfecho das linhas de cuidado.
O que é founder-led growth no contexto da saúde?
É o crescimento conduzido pela presença e pelo preparo do fundador, que forma a liderança, define o padrão de execução e responde pessoalmente pela qualidade da entrega.

