Tracing da jornada do paciente: metodologia do IMCELER mapeia a linha de cuidado do AVC na Unimed Jundiaí

O IMCELER conduziu, no fim de julho, um tracing completo da jornada do paciente com AVC no PA da Unimed Jundiaí (SP), percorrendo presencialmente cada etapa do atendimento — da porta de entrada à farmácia hospitalar. A imersão, realizada ao lado das lideranças assistenciais e administrativas da cooperativa, integra a implantação da linha de cuidado do AVC com suporte do TeleAVC®, serviço de telemedicina em neurologia do IMCELER, e marca uma etapa estruturante da parceria entre as duas instituições.
Participaram da atividade a direção técnica do hospital, a supervisão médica do pronto atendimento, as coordenações de qualidade, enfermagem, administração e serviços, além de profissionais da recepção, triagem, emergência, tomografia, retaguarda e farmácia — todos entrevistados em seus próprios postos de trabalho. Pelo IMCELER, a condução ficou a cargo do neurologista e neurorradiologista intervencionista Dr. Diógenes Guimarães Zãn, CEO do instituto, acompanhado da equipe assistencial e de neurologia vascular que atua no plantão de telemedicina.
O que é o tracing da jornada do paciente
O tracing é uma metodologia própria do IMCELER para diagnóstico e redesenho de linhas de cuidado. Em vez de auditar documentos em sala de reunião, a equipe simula o percurso real de um paciente com suspeita de AVC dentro do hospital: entra pelas mesmas portas, aciona os mesmos fluxos e entrevista, um a um, os profissionais que atenderiam o caso — do colaborador da recepção ao médico plantonista, do técnico de tomografia ao farmacêutico.
A abordagem combina três fundamentos. O primeiro é a observação in loco, inspirada nas melhores práticas internacionais de avaliação de processos assistenciais. O segundo é a gestão por processos de negócio (BPM), campo em que o Dr. Diógenes desenvolveu aplicados à organização da linha de cuidado do AVC: cada etapa observada é posteriormente modelada em linguagem BPMN, gerando um mapa formal do fluxo assistencial, com seus pontos de decisão, gargalos e redundâncias. O terceiro é o uso de inteligência artificial no processamento do material documentado durante a imersão, o que acelera a análise, a modelagem e a priorização das oportunidades de melhoria.
O resultado é um diagnóstico que nenhuma auditoria documental alcança: a distância entre o protocolo escrito e o que de fato acontece na prática, turno a turno, profissional a profissional.


O que o tracing revela — e por que isso importa para o gestor
Um dos achados mais recorrentes desse tipo de imersão, observado também em Jundiaí, é o que a metodologia denomina conduta dependente do profissional: etapas do atendimento que funcionam bem quando determinado colaborador está de plantão, mas variam quando a equipe muda. Quem aciona a tomografia, quem acompanha o paciente ao exame, quais critérios liberam a dieta após o tratamento — quando essas decisões dependem da pessoa, e não do protocolo, o hospital convive com variabilidade assistencial invisível aos indicadores tradicionais.
Para o gestor hospitalar, essa é a informação que transforma investimento em resultado. Reduzir variabilidade é reduzir tempo porta-agulha, retrabalho, exames desnecessários e risco jurídico — e é exatamente isso que o tracing torna visível e endereçável. Cada dissonância identificada vira item de protocolo institucional, tema de capacitação ou ajuste de processo, com responsável definido.
Na Unimed Jundiaí, o exercício mapeou oportunidades concretas: sinalização de sintomas de AVC no totem de autoatendimento, comunicação prévia do serviço pré-hospitalar às equipes de emergência e tomografia, atualização da escala de triagem para o padrão BEFAST, padronização de acessos venosos, registro sistemático do último horário visto bem, implantação de triagem de disfagia pela enfermagem e definição do posicionamento do kit de trombólise para eliminar deslocamentos em situação de urgência.
Pontos fortes da Unimed Jundiaí evidenciados na imersão
O tracing também documenta o que já funciona — e em Jundiaí a base é sólida. A cooperativa mantém protocolo institucional de AVC recém-estruturado, kit de trombólise montado, critérios formais de senioridade para a equipe médica da emergência e uma farmácia com fluxo de dispensação imediata da medicação trombolítica em situação de urgência, sem barreiras burocráticas — conduta destacada pela equipe do IMCELER como referência de boas práticas.
Chamou atenção, ainda, a postura das lideranças: diretoria técnica, qualidade e coordenações acompanharam integralmente a imersão, abrindo processos ao escrutínio externo. Essa disposição para enxergar a própria operação sem filtros é o traço que diferencia instituições que implantam protocolos daquelas que sustentam linhas de cuidado com resultados consistentes.
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Da imersão ao protocolo: integração com o TeleAVC
Todo o material do tracing alimenta agora a atualização do protocolo institucional de AVC da Unimed Jundiaí, com fluxos modelados em BPMN, capacitação das equipes multiprofissionais — da recepção à retaguarda — e integração plena com o suporte remoto de neurologia vascular 24/7. No modelo implantado, após a tomografia, a equipe local discute cada caso em teleinterconsulta com o neurologista de plantão, que orienta diagnóstico e conduta terapêutica em conjunto com o médico assistente, sem depender de laudo prévio.
O horizonte da parceria acompanha o crescimento da própria cooperativa. O futuro Hospital Unimed Unidade Anhanguera, em construção em Jundiaí, contará com serviço de hemodinâmica e centro de diagnóstico por imagem ampliado — estrutura que abre caminho para a evolução da linha de cuidado rumo a tratamentos neurovasculares de maior complexidade, com processos já desenhados desde a origem.
Método antes da tecnologiaBC
A experiência em Jundiaí ilustra um princípio central da gestão hospitalar baseada em valor: tecnologia sem processo não gera desfecho. A telemedicina em neurologia entrega seu potencial quando o caminho do paciente até ela — triagem, imagem, decisão, tratamento e cuidado nas 24 horas seguintes — está mapeado, protocolado e treinado. É esse trabalho de engenharia assistencial, silencioso e sistemático, que o tracing da jornada do paciente materializa.
O IMCELER opera o TeleAVC, o primeiro serviço comercial de telestroke 24/7 do Brasil, com canal 0800 dedicado, e aplica sua metodologia de tracing e modelagem de processos nos hospitais parceiros como etapa estruturante da implantação de linhas de cuidado.
Hospitais interessados em conhecer o modelo IMCELER podem acessar imceler.com.br/contato.

