IMCELER no 34º Congresso da CMB: linhas de cuidado como escolha que transforma hospitais

O IMCELER participou do 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, promovido pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), realizado de 18 a 20 de agosto de 2026 no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. Representado por seu CEO, o neurologista Dr. Diógenes Guimarães Zãn, o instituto esteve ao lado de centenas de diretores e gestores de instituições filantrópicas de todo o país, em um dos encontros mais relevantes da agenda da saúde brasileira.
Com o tema “Saúde: a escolha que transforma o País”, o congresso consolidou-se como espaço de troca de ideias e construção de soluções práticas voltadas ao fortalecimento das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos — pilares fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a CMB, a entidade reúne 19 federações estaduais e mais de 1.800 hospitais filantrópicos sem fins lucrativos, rede que responde por parcela expressiva das internações de média e alta complexidade do sistema público.
Congresso da CMB debate sustentabilidade e gestão dos hospitais filantrópicos
A programação de 2026 refletiu as prioridades dos gestores do setor. A abertura foi marcada pela Palestra Magna “Saúde: A Escolha que Transforma o País”, conduzida por Daniel Keller, com moderação do presidente da CMB, Flaviano Feu Ventorim, e da vice-presidente da entidade, Dora Nunes.
Entre os destaques, o painel “Gestão estratégica de recursos na saúde filantrópica” abordou planejamento orçamentário e execução de recursos públicos, com Dárcio Guedes Júnior, diretor-executivo do Fundo Nacional de Saúde. A programação também discutiu inteligência artificial e novos modelos de gestão para ampliar a eficiência operacional, os impactos da reforma tributária sobre os hospitais filantrópicos e as perspectivas da atenção especializada no SUS, com a participação de lideranças como Jurandi Frutuoso, secretário-executivo do Conass, e Mauro Junqueira, secretário-executivo do Conasems. A agenda institucional contou ainda com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.
Especialmente relevante para o modelo assistencial defendido pelo IMCELER, a programação incluiu debates sobre protocolos clínicos para atendimento de pacientes com acidente vascular cerebral e infarto, além de saúde mental e segurança do paciente — temas que dialogam diretamente com as linhas de cuidado tempo-dependentes implementadas pelo instituto em dezenas de hospitais parceiros.



Telemedicina especializada como resposta aos desafios do setor filantrópico
Durante o congresso, o Dr. Diógenes Guimarães Zãn compartilhou com gestores hospitalares a experiência do IMCELER na implementação de linhas de cuidado estruturadas em diferentes especialidades — neurologia, cardiologia, psiquiatria e cuidados paliativos — por meio do TeleAVC®, serviço de telemedicina em neurologia do IMCELER, do TeleInfarto®, da TelePsiquiatria® e do programa de cuidados paliativos.
O modelo do instituto combina assistência especializada com suporte 24/7, gestão baseada em valor (VBHC) com indicadores de qualidade hospitalar e educação continuada das equipes multiprofissionais. Trata-se de uma abordagem que responde a dores centrais dos hospitais filantrópicos e de referência regional: acesso a especialistas escassos, redução de variabilidade assistencial, eficiência operacional e cumprimento de protocolos alinhados a diretrizes internacionais.
“Estar ao lado de centenas de gestores de Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo o Brasil reforça o propósito do IMCELER: democratizar o acesso ao cuidado especializado no país”, destacou o CEO durante o evento. A participação permitiu compartilhar aprendizados, ampliar o networking institucional e apresentar os resultados obtidos com a gestão de linhas de cuidado em hospitais de diferentes portes e regiões.
Diálogo com a Federação das Santas Casas do Rio Grande do Sul
A agenda em Brasília incluiu ainda o encontro com lideranças da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Rio Grande do Sul, representada pelo superintendente André Lagemann e pelo vice-presidente Rogério Franklin. A entidade representa 251 hospitais filantrópicos, o equivalente a 74% das instituições hospitalares do estado, responsáveis por mais de 75% das internações e procedimentos do SUS no Rio Grande do Sul.
O diálogo com a Federação gaúcha tem significado particular para o IMCELER, instituto nascido no Rio Grande do Sul e que hoje atua em hospitais públicos e privados de seis estados brasileiros. A aproximação entre prestadores especializados de telemedicina e as entidades representativas do setor filantrópico contribui para a construção de soluções sustentáveis diante dos desafios de financiamento e de acesso enfrentados pela rede.
Linhas de cuidado e o futuro da saúde filantrópica
O 34º Congresso da CMB evidenciou uma convergência importante: a sustentabilidade dos hospitais filantrópicos passa, cada vez mais, por gestão baseada em indicadores, incorporação criteriosa de tecnologia e organização de linhas de cuidado que garantam o atendimento no tempo certo. Nesse contexto, a telemedicina especializada deixa de ser recurso complementar para se tornar componente estruturante da atenção de média e alta complexidade — sobretudo em regiões com escassez de especialistas.
Para o IMCELER, a participação no congresso reafirma o compromisso de caminhar junto ao setor filantrópico, que historicamente sustenta o acesso da população brasileira ao cuidado especializado, e de contribuir com um modelo que une ciência, gestão e educação continuada em saúde.
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