Brasil registra recorde de afastamentos por saúde mental e reforça urgência de ampliar o acesso ao cuidado especializado

Uma reportagem publicada pelo G1 em 26 de janeiro de 2026 trouxe um dado alarmante e, ao mesmo tempo, revelador do momento que o país atravessa: o Brasil ultrapassou 546 mil afastamentos do trabalho por motivos relacionados à saúde mental em 2025, batendo recorde pelo segundo ano consecutivo na última década. Ansiedade, depressão, transtornos relacionados ao estresse e ao esgotamento emocional figuram entre as principais causas, refletindo não apenas um problema individual, mas um desafio estrutural para o sistema de saúde, para as empresas e para a sociedade como um todo.
O crescimento contínuo desses afastamentos evidencia uma lacuna histórica no cuidado em saúde mental no Brasil: a dificuldade de acesso oportuno a profissionais especializados, sobretudo fora dos grandes centros urbanos. Em muitos municípios, hospitais e serviços de urgência lidam diariamente com demandas psiquiátricas sem contar com suporte técnico adequado, o que resulta em subdiagnóstico, tratamentos tardios e desfechos que poderiam ser evitados com uma assistência estruturada e contínua.
É nesse contexto que o IMCELER reafirma seu compromisso com uma abordagem integral da saúde. Alinhado às necessidades reais do país, o instituto vem estruturando e expandindo sua atuação em TelePsiquiatria, um modelo que utiliza a telemedicina para conectar hospitais, equipes assistenciais e pacientes a especialistas qualificados, 24 horas por dia. Essa modalidade amplia o acesso ao cuidado psiquiátrico em regiões que jamais teriam especialistas disponíveis de forma presencial, promovendo equidade, resolutividade e segurança assistencial.
Para Larissa Zãn, coordenadora da Saúde Mental do IMCELER, os dados divulgados reforçam a necessidade de mudança de paradigma:
“A saúde mental deixou de ser um tema periférico e passou a ocupar um papel central na sustentabilidade dos sistemas de saúde e das organizações. Quando falamos em ampliar acesso, falamos em oferecer cuidado qualificado no momento certo, evitando agravamentos, internações desnecessárias e afastamentos prolongados. A telepsiquiatria é uma ferramenta estratégica para levar esse cuidado aonde ele nunca chegou.”
Assim como ocorre na neurologia e no cuidado ao AVC com o TeleAVC®, o IMCELER entende que tecnologia, quando bem aplicada, não substitui pessoas — ela aproxima quem precisa de quem sabe cuidar. Investir em saúde mental é investir em produtividade, qualidade de vida e, sobretudo, em humanidade. E ampliar o acesso especializado é um passo essencial para transformar um cenário que, hoje, exige respostas urgentes e estruturadas.

