Segurança do paciente no SUS ganha novo olhar com publicação do CONASS e destaca a importância dos cuidados paliativos

Em um movimento que amplia e aprofunda o debate sobre qualidade assistencial no Brasil, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde lançou uma publicação inédita sobre segurança do paciente no Sistema Único de Saúde (SUS), trazendo uma abordagem cada vez mais relevante na medicina contemporânea: o papel dos cuidados paliativos dentro de um sistema seguro, eficiente e centrado no paciente.
A obra propõe uma reflexão madura sobre um dos pontos mais sensíveis da prática assistencial — o equilíbrio entre intervir e cuidar. Em cenários de maior vulnerabilidade, especialmente no fim da vida, a segurança do paciente não se limita a evitar erros técnicos, mas envolve garantir que as decisões clínicas sejam proporcionais, alinhadas aos valores do paciente e sustentadas por uma comunicação clara e ética com familiares e equipes.
Essa abordagem representa uma evolução importante no conceito de segurança em saúde. Mais do que prevenir eventos adversos, trata-se de assegurar que o cuidado oferecido seja apropriado — evitando tanto a omissão quanto o excesso de intervenções que não agregam valor ao desfecho clínico e, muitas vezes, aumentam o sofrimento.
Ao trazer os cuidados paliativos para o centro dessa discussão, o CONASS reforça uma agenda estratégica para o SUS: a construção de um modelo assistencial mais humano, baseado em valor, com decisões clínicas mais qualificadas e processos melhor organizados.
No IMCELER, essa visão já vem sendo estruturada de forma prática e aplicada. A organização de linhas de cuidado, associada ao suporte especializado por telemedicina e ao investimento contínuo em educação das equipes, permite não apenas maior eficiência operacional, mas também maior segurança nas decisões clínicas — inclusive nas situações em que o melhor cuidado é aquele que prioriza conforto, dignidade e proporcionalidade.
Como parte dessa evolução, o IMCELER já desenvolve um projeto estruturado em cuidados paliativos, atualmente em fase avançada, que será ofertado a hospitais parceiros e instituições que buscam qualificar sua assistência. A proposta integra protocolos clínicos, suporte especializado, capacitação multiprofissional e organização de fluxos, com o objetivo de reduzir variabilidade, evitar intervenções desnecessárias e promover um cuidado mais alinhado às necessidades reais dos pacientes.
Essa iniciativa reforça um posicionamento claro: tecnologia, por si só, não resolve os desafios da saúde. É a combinação entre processos bem definidos, equipes preparadas e liderança comprometida que permite transformar a assistência de forma consistente.
Ao alinhar-se às diretrizes mais atuais da segurança do paciente e incorporar os cuidados paliativos como parte essencial desse processo, o IMCELER amplia sua atuação e fortalece seu compromisso com um sistema de saúde mais seguro, eficiente e, sobretudo, mais humano.
Porque, no fim, cuidar também é saber quando acolher é mais importante do que intervir.


