Onde tudo começou: IMCELER revisita primeira linha de cuidado de AVC, em Pelotas

O IMCELER retornou ao Hospital Universitário São Francisco de Paula (HUSFP), em Pelotas (RS), instituição onde implementou sua primeira linha de cuidado de AVC. A visita técnica reuniu lideranças do instituto e da direção do hospital para percorrer o fluxo assistencial em operação, analisar os indicadores de AVC da instituição e alinhar os próximos passos da parceria — um marco simbólico para o modelo que hoje o IMCELER replica em hospitais de seis estados.
Um retorno ao ponto de partida do modelo IMCELER
O HUSFP ocupa um lugar particular na trajetória do IMCELER: foi o primeiro hospital a receber a metodologia de estruturação de linha de cuidado do instituto, que combina assistência especializada, gestão por indicadores e educação continuada. Rever esse fluxo em pleno funcionamento, anos após a implantação, oferece ao IMCELER uma leitura concreta da maturidade e da sustentabilidade do modelo ao longo do tempo.
Pela equipe do IMCELER, participaram da visita Diógenes Zãn, CEO do instituto; Nicole Pertile, Líder de Operações; e Gabrielli Barreto, Analista de Qualidade. O grupo foi recebido pelo Diretor Geral do hospital, Cayo Lopes, que conduziu o tour pelas áreas envolvidas na linha de cuidado do AVC e apresentou o percurso do paciente neurológico dentro da instituição.


Um hospital filantrópico de referência regional
Fundado em 1958 e incorporado pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) em 1976, o HUSFP é hoje um dos maiores e mais modernos hospitais de médio porte do Rio Grande do Sul. De caráter filantrópico, realiza cerca de 80% de seus atendimentos pelo SUS, com forte vocação de referência para Pelotas e toda a região sul do estado.
Esse perfil — hospital de médio porte, filantrópico e regionalmente estratégico — é exatamente o cenário em que a estruturação de uma linha de cuidado de AVC gera maior impacto: instituições que precisam ampliar acesso a especialistas, padronizar condutas e reduzir variabilidade assistencial sem expandir indefinidamente sua estrutura própria.
A linha de cuidado de AVC em operação
Durante o tour, a direção do hospital demonstrou o fluxo assistencial do AVC implantado com o apoio do IMCELER — da chegada do paciente à decisão terapêutica em tempo hábil. A linha de cuidado de AVC organiza protocolos, define responsabilidades e estabelece pontos de medição, de modo que cada etapa do atendimento seja rastreável e reprodutível.
Nesse modelo, o suporte neurológico especializado se integra à rotina da emergência por meio do TeleAVC®, serviço de telestroke do IMCELER que oferece avaliação remota e apoio à decisão clínica nas janelas críticas do atendimento ao AVC isquêmico. A lógica é clara para o gestor: garantir retaguarda de especialista 24 horas por dia, em uma especialidade reconhecidamente escassa, sem depender da presença física permanente de um neurologista na unidade.
Mais do que tecnologia de teleatendimento, a proposta do IMCELER se apoia na estruturação completa do percurso assistencial — o que diferencia uma linha de cuidado de um simples serviço de teleconsulta avulso.
Educação continuada como pilar de sustentação
A consistência de uma linha de cuidado depende diretamente das equipes que a operam. Por isso, a educação continuada é um dos pilares do modelo IMCELER, com capacitação permanente das equipes multiprofissionais dos hospitais parceiros — médicos emergencistas, enfermagem e demais profissionais envolvidos no reconhecimento precoce e no manejo do AVC.
Essa frente é o que sustenta a linha de cuidado no tempo: à medida que protocolos são incorporados à cultura assistencial da instituição, o fluxo deixa de depender de iniciativas isoladas e passa a se manter por competência instalada.
Gestão baseada em valor e análise de indicadores
Parte central da agenda foi a análise dos indicadores de AVC da instituição, em encontro com a Diretoria do hospital. Participaram da reunião o Diretor Assistencial, Dr. Vinicius Alano; a Gerência Administrativa, Adriane Larroza; e a Diretora Administrativa, Karen Ferreira.
A discussão refletiu a lógica de gestão hospitalar baseada em valor (VBHC) que orienta o trabalho do IMCELER: acompanhar métricas de desfecho e de processo permite avaliar a efetividade da linha de cuidado, identificar gargalos e direcionar ajustes com base em evidência, e não em percepção. Para a direção de um hospital filantrópico, esse acompanhamento por indicadores está diretamente associado a eficiência operacional e a uma alocação mais racional de recursos.
Próximos passos da parceria
A reunião com a diretoria também serviu para definir os próximos passos da linha de cuidado no HUSFP. A revisitação ao primeiro hospital parceiro tem, para o IMCELER, valor que ultrapassa o simbólico: permite consolidar aprendizados, refinar o modelo e projetar evoluções que poderão ser incorporadas às demais instituições da rede.
O instituto vive um momento de expansão, com a ampliação contínua de sua atuação em hospitais públicos e privados e a diversificação de suas verticais especializadas. Nesse cenário, manter próxima a relação com a instituição que inaugurou o modelo é parte da estratégia de qualificação permanente da linha de cuidado.
Um modelo que amadurece com a própria história
O retorno ao Hospital Universitário São Francisco de Paula encerra um ciclo e abre outro. Encerra ao demonstrar que a primeira linha de cuidado estruturada pelo IMCELER segue em operação, integrada à rotina de um hospital de referência regional. E abre ao reafirmar um princípio que orienta a instituição: linha de cuidado não é projeto com data de entrega, mas processo vivo, que se mede, se ensina e se aprimora continuamente.
Hospitais interessados em conhecer o modelo de linhas de cuidado do IMCELER podem acessar imceler.com.br/contato ou entrar em contato com a equipe do instituto.

