Saiu na mídia: apoio contra o AVC ganha destaque e reforça protagonismo nacional do IMCELER

A iniciativa criada no Rio Grande do Sul para ampliar o acesso ao tratamento do Acidente Vascular Cerebral (AVC) ganhou destaque na imprensa. A Gazeta Zero Hora (GZH), um dos jornais mais relevantes do estado, publicou matéria sobre o avanço do modelo estruturado pelo IMCELER, evidenciando o impacto de uma rede organizada de atendimento especializado.
Com o título “Apoio contra o AVC”, a reportagem destaca o crescimento do TeleAVC®, serviço desenvolvido pelo IMCELER – Instituto Multiprofissional, que estruturou uma rede de atendimento rápido a pacientes com suspeita de AVC, especialmente em regiões onde não há neurologista disponível 24 horas por dia.
O problema é conhecido — e urgente. O AVC é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Embora exista tratamento eficaz há mais de três décadas, validado por evidências científicas robustas e incorporado ao SUS e à saúde suplementar, menos de 2% dos brasileiros acometidos pela doença recebem a terapia adequada dentro da janela terapêutica.
O maior desafio é o tempo.
Cada minuto sem atendimento especializado representa perda irreversível de tecido cerebral. É exatamente nessa lacuna que o modelo estruturado pelo IMCELER atua: conectar hospitais a neurologistas vasculares em regime de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio da telemedicina.
Hoje, a rede já atende 22 instituições, distribuídas em 19 cidades e 6 estados brasileiros. Desde sua criação, mais de 8 mil pacientes foram atendidos remotamente com suporte especializado.
O funcionamento é objetivo e focado em eficiência: diante da suspeita de AVC, o hospital aciona imediatamente o especialista por meio de um número 0800 exclusivo para as instituições. O neurologista avalia o quadro clínico em tempo real, acessa exames de imagem à distância e orienta a conduta terapêutica. Para a população, a recomendação permanece clara: em caso de suspeita de AVC, deve-se acionar imediatamente o 192 (SAMU).
Além de ampliar o acesso ao especialista, o modelo é reconhecido como custo-efetivo. Estudos internacionais demonstram que a telemedicina aplicada ao AVC reduz sequelas graves, tempo de internação e custos de reabilitação de longo prazo. Trata-se de uma estratégia respaldada por guidelines internacionais e alinhada ao modelo de referência adotado na Europa, onde redes estruturadas conectam centros especializados a hospitais regionais para garantir equidade no tratamento.
O reconhecimento na mídia reforça algo que já é percebido na prática assistencial: tecnologia, quando associada a protocolo, organização e especialização, deixa de ser inovação isolada e passa a ser política concreta de acesso à saúde.
No AVC, cada minuto conta. E ampliar o acesso ao especialista significa aumentar as chances de independência, reduzir incapacidades permanentes e transformar desfechos clínicos em histórias de recuperação.


