Atividade física: um caminho comprovado para fortalecer a memória e o aprendizado

18 de dezembro de 2025
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A prática regular de atividade física é amplamente reconhecida pelos seus benefícios cardiovasculares e metabólicos. No entanto, evidências científicas cada vez mais robustas mostram que os efeitos positivos do exercício vão muito além do corpo — alcançam diretamente o cérebro, impactando de forma significativa a memória, o aprendizado e a saúde cognitiva ao longo da vida.

O papel do hipocampo na memória e no aprendizado

O hipocampo é uma estrutura cerebral central para a formação de novas memórias, consolidação do aprendizado e orientação espacial. Com o envelhecimento, é esperado que essa região sofra uma redução gradual de volume, processo associado a maior dificuldade de memorização e aumento do risco de declínio cognitivo e demência.
Durante muito tempo, acreditou-se que essa perda fosse inevitável. Hoje, a ciência mostra que esse processo pode ser desacelerado — e até parcialmente revertido.
Como o movimento impacta o cérebro?

Exercício físico e aumento do volume do hipocampo

Estudos clínicos com acompanhamento por imagem cerebral demonstraram que a prática regular de exercícios aeróbicos é capaz de aumentar o volume do hipocampo, mesmo em adultos mais velhos. Em um dos trabalhos mais consistentes sobre o tema, indivíduos fisicamente ativos apresentaram crescimento mensurável dessa região cerebral, acompanhado por melhora da memória e do desempenho cognitivo.
Em contrapartida, pessoas sedentárias continuaram apresentando redução progressiva do volume hipocampal ao longo do tempo.

Como o movimento impacta o cérebro?

Durante a atividade física, o organismo libera substâncias neuroprotetoras, como o BDNF (Fator Neurotrófico Derivado do Cérebro). Esse fator estimula:

  • O nascimento de novos neurônios
  • O fortalecimento das conexões cerebrais
  • A plasticidade do sistema nervoso
Na prática, isso se traduz em um cérebro mais saudável, mais adaptável e com maior capacidade de aprender e reter informações.
Como o movimento impacta o cérebro?

Não é necessário exercício extremo

Os benefícios cerebrais não estão restritos a atletas ou práticas intensas. Atividades simples e acessíveis, como:
  • Caminhadas regulares
  • Ciclismo
  • Dança
  • Natação
Quando realizadas de forma contínua e orientada, já são suficientes para gerar impactos positivos reais na saúde cerebral.
O fator determinante é a regularidade, e não a intensidade extrema.

Cuidar do corpo é cuidar do cérebro

Em um cenário de envelhecimento populacional e aumento das doenças neurológicas, investir em estratégias de prevenção torna-se fundamental. A atividade física se consolida como uma das intervenções mais eficazes, seguras e acessíveis para preservar a função cerebral, reduzir o risco de declínio cognitivo e promover qualidade de vida.
No IMCELER, acreditamos que a saúde do cérebro começa com escolhas cotidianas, baseadas em ciência, educação e cuidado integral. Incentivar o movimento é incentivar autonomia, aprendizado contínuo e longevidade com qualidade.
Referências bibliográficas
  1. Erickson KI, Voss MW, Prakash RS, et al.
    Exercise training increases size of hippocampus and improves memory.
    Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS). 2011;108(7):3017–3022.
    DOI: 10.1073/pnas.1015950108
  2. Hillman CH, Erickson KI, Kramer AF.
    Be smart, exercise your heart: exercise effects on brain and cognition.
    Nature Reviews Neuroscience. 2008;9(1):58–65.
    DOI: 10.1038/nrn2298
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    Exercise: a behavioral intervention to enhance brain health and plasticity.
    Trends in Neurosciences. 2002;25(6):295–301.
    DOI: 10.1016/S0166-2236(02)02143-4
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    Hippocampal BDNF mediates the efficacy of exercise on synaptic plasticity and cognition.
    European Journal of Neuroscience. 2004;20(10):2580–2590.
    DOI: 10.1111/j.1460-9568.2004.03720.x
  5. Kramer AF, Colcombe SJ.
    Fitness effects on the cognitive function of older adults: a meta-analytic study.
    Psychological Science. 2003;14(2):125–130.
    DOI: 10.1111/1467-9280.t01-1-01430
  6. Erickson KI, Leckie RL, Weinstein AM.
    Physical activity, fitness, and gray matter volume.
    Neurobiology of Aging. 2014;35(Suppl 2):S20–S28.
    DOI: 10.1016/j.neurobiolaging.2014.03.034


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